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Financiamento coletivo vira investimento

  • 28 de mar. de 2018
  • 2 min de leitura

Financiamento coletivo Mamutes Voadores

A banda Pedro e os Mamutes Voadores inova o formato de financiamento coletivo para gravação de músicas autorais ao permitir que apoiadores do projeto também tenham retorno nos valores de execução das músicas decorrentes dos Direitos Autorais.

É a primeira vez que um projeto musical aproveita o formato já usado em projetos de tecnologia e startup, onde os valores repassados pelos apoiadores são vistos como investimentos.

Segundo Pedro Almeida, compositor e vocalista dos Mamutes Voadores, é algo extremamente novo para quem aposta em uma banda nova, e o caráter inovador da proposta requer ajustes e cuidados.

"Fizemos uma consulta jurídica para ver se era possível este tipo de relação contratual entre apoiador e autor, e como seria possível acompanhar o recebimento dos valores repassados pelo ECAD quando a música é executada", afirma Pedro.

Ao final o modelo adotado foi menos formal: o apoiador poderá controlar os recebimentos quando o ECAD repassar a planilha de valores e ver como fica a distribuição entre os cotistas, se houver valor. Afinal, se a música não for executada, não há recebimento. É uma "aposta" divertida, segundo Pedro.

"Queremos que os apoiadores façam parte do projeto, se sintam integrantes da Banda, e nada melhor do que receber o valor apoiado através de um caminho possível, os Direitos Autorais", conclui Pedro.

Além disto, os apoiadores continuam recebendo as recompensas típicas do financiamento coletivo.

COMO FUNCIONA O APOIO E INVESTIMENTO

Os Mamutes Voadores fizeram algo relativamente simples. Dividiram as músicas do projeto em 250 cotas. Ou seja, cada música tem 250 cotas que referem-se à 100% dos Direitos Autorais. Cada cota custa R$ 20,00.

Cada R$ 20,00 apoiado corresponde a 1 (uma)cota da música.

Quem apoia até R$ 100,00 recebe as cotas de 1 (uma) música do projeto. Neste caso, 5 cotas.

Quem apoio com valores acima de R$ 120,00 recebe as contas sobre 2 (duas músicas), neste caso, 6 cotas em cada música.

Basta ver quantas cotas de R$ 20,00 o apoiador tem direito, no valor apoiado.

As cotas referem-se ao direito de execução ou licenciamento das músicas decorrentes dos Direitos Autorais.

Cada vez que a música for tocada e tiver o correspondente valor a ser pago pelo ECAD, o apoiador terá direito de receber parte do valor no limite (ou percentual) de suas cotas.

O controle dos valores é feito pela Abramus, entidade na qual o Mamutes é vinculado. A Abramus monitora os valores a serem pagos pelo ECAD.

E se não houver valores? Aí não há repasse.

 
 
 

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